terça-feira, 7 de agosto de 2012

2 Irmãos

Deixo te contá meu bom ouvinte, sobre a casa dos 2 irmãos.
Lá, a verdade é exigida. Lá, a consciência é pré-requisito pra amizade.
Lá, auto-conhecimento é o mínimo. A comida é ótima, assim como o gosto musical
E lá, meus amigos, entre narizes entupidos e corações quebrados...
Eu ganho a vontade de viver.
Lá meus amigos, eu amo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Bravo

Um homem queria escravizar a humanidade a qualquer custo.
Inventou um governo totalitário-propagandista-intolerante.
Foi derrubado.
Inventou algemas do material mais resistente. Mas houve rebeliões.
Eles escaparam.
Criou um planeta e fez com que os humanos não pudessem respirar fora dele.
Humanos levam o ar para o resto do universo.
O homem entrou em crise, comeu muito sorvete, chorou muito abraçando seus bichinhos de pelúcia.
Ai viu dois palitos. Olhou para eles...pensou um pouco....Viu que se fossem presos pelas pontas e...
O homem então criou o relógio.
E nunca mais o ser humano teve idéia de como é a liberdade.

domingo, 29 de julho de 2012

Menino

A quem poderia culpar? Somos dois afinal. Nos fim das contas. Enfim.
Ela lá e eu aqui. Ela sendo ela e eu sendo eu.
O peso de existir se torna grande.
Vagamos pelo mundo da libertinagem, cada um em seu devido trajeto aleatório.

De vez em quando nos esbarramos. De vez em nunca
Um abraço, um romance.

Um beijo

E fim

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Vem com tudo, me leva pro seu mundo.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Cansei de pensar é o nome daqui! Cansei mesmo! Por muito tempo, pensar me pareceu , em suma, efêmero. Se a vida fosse um botão on/off... Antes, falemos do amor. Amor dói, ninguém entende, todo mundo quer explicar...Acha que sabe...Acha que até o vive! Mas, ah mundo !!! Ah mundo...Se a vida fosse um botão (maldito botão) De liga/desliga! Ser ou não ser? Não, de nada importa ser ou não ser! Ninguém vai deixar de ser simplesmente porque escolheu não ser. Todos são. E isso, meus caros, será sempre. Independente de sua opinião patética. Porque não entendemos como simplesmente jogamos tudo fora. E nosso orgulho nojento vai nos enchendo. E não entendemos o porquê de estarmos confinados à total solidão e nojo e desgosto e desejo de que tudo vá para o diabo-que-lhe-carregue. Ah, mas se o diabo me carregasse! Ai entendemos que tudo foi apenas uma escolha nossa. Porque não sabemos viver. Mas temos de fazer isso. Ai o grande amor (Até ele !) O grande amor se vai. Com o vento. Com o mar. Com a praia, com o litoral. Fica lá no litoral, lá, sendo levado pela maresia. E você chegou aqui, no fundo do poço. Porque te pediram para viver. E você nem tinha idéia do que significava isso. E ai, já que é por ser, por você ter sido.... Ai a vida para de parecer tão complexa e dislexa. Ai a vida, meus caros, sem O grande amor....Vira On e Off No caso. Off

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Esse poema não vai ser bom
...viu ? falei pra você!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O casal e o urso

Estória essa, simplista, não como as demais....
Constituídas por um casal que, estranhamente, vivia no solitário da vida.

Longe de qualquer possibilidade de civilização. Tinham a casa de madeira com um fogão, uma mesa, um armário, uma cama e umas coisinhas ali e aqui
Feito cenário de Hollywood.

Problema havia com certeza, pois sem ele não haveria estória.

O casal não era perfeito...Mesmo porque perfeição é muito relativa e blablabla.
O homem era bruto, duro, indecente. Não era meigo como sua mulher..Cuja voz era suave como a brisa do fim da tarde. Ela era um verdadeiro anjo...Convivendo com o diabo em pessoa. Mas o problema não era esse

O problema era o urso, referido no título.

Sempre que a mulher ia falar algo...O urso começava a berrar, deixando todos surdos.

Era o cotidiano de discussão, junto da impossibilidade da mulher falar...

"O que há de errado com esse urso maldito?"-Pensava a mulher, inconformada.
"Será que meu marido o treina?"

E os anos se passavam rapidamente. Não havia um momento sequer de paz naquele lugar. Era briga e urro e urso o tempo todo.

O homem , em tais circunstâncias, achava que a mulher nunca tinha o que responder...Então ela provavelmente havia perdido a discussão. Como qualquer fala dela era encoberta pelo urso barulhento....Ele nunca a escutou.

Em uma discussão, ele sabia pegar pesado.

Sabia olhar para ela como você ,leitor, olha para esse texto e dizer:
Eu sei porque você ainda está aqui! Está aqui porque lembra daquele dia em que fizemos a fogueira, tomamos vinho e fizemos amor. Ou quando ficávamos abraçados em algum lugar no mundo, e eu falava no seu ouvido que nunca você ficaria sozinha ou triste. E você lembra até hoje daquele cheiro, daquele gosto jovem em nossas bocas, daquela mão apertada forte em dias de medo, daquela luz que eu fazia em dias de escuro. Daquele cobertor nos dias de frio. Era eu, era tudo eu.

A mulher chorava. Ela ainda queria abraços. Mas só os dele serviriam. Ela dizia para ele voltar a ser aquele homem. Mas ele não a escutava mais. O maldito urso não deixava.

Então ele achava que estavam bem, os dois

O casal.

Ai a mulher pegou a espingarda (Outro acessório que compunha aquela casinha, bem no meio do nada) E não hesitou.

Atirou no urso. Cuidado, ursos são violentos. Mas a mira dela não era a das melhores.
Acertou o marido.

Que se foi, achando que estava certo e que estar certo é muito relativo e blablabla.

A mulher chorou por infinitos dias. E o urso parou de gritar com ela.
Não tinha mais interrupções. Nem tinha mais o que fazer o com o que se preocupar.

Um dia, o urso e ela, ela e o urso, se olharam. E ai ela entendeu tudo.