Esse poema não vai ser bom
...viu ? falei pra você!
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
O casal e o urso
Estória essa, simplista, não como as demais....
Constituídas por um casal que, estranhamente, vivia no solitário da vida.
Longe de qualquer possibilidade de civilização. Tinham a casa de madeira com um fogão, uma mesa, um armário, uma cama e umas coisinhas ali e aqui
Feito cenário de Hollywood.
Problema havia com certeza, pois sem ele não haveria estória.
O casal não era perfeito...Mesmo porque perfeição é muito relativa e blablabla.
O homem era bruto, duro, indecente. Não era meigo como sua mulher..Cuja voz era suave como a brisa do fim da tarde. Ela era um verdadeiro anjo...Convivendo com o diabo em pessoa. Mas o problema não era esse
O problema era o urso, referido no título.
Sempre que a mulher ia falar algo...O urso começava a berrar, deixando todos surdos.
Era o cotidiano de discussão, junto da impossibilidade da mulher falar...
"O que há de errado com esse urso maldito?"-Pensava a mulher, inconformada.
"Será que meu marido o treina?"
E os anos se passavam rapidamente. Não havia um momento sequer de paz naquele lugar. Era briga e urro e urso o tempo todo.
O homem , em tais circunstâncias, achava que a mulher nunca tinha o que responder...Então ela provavelmente havia perdido a discussão. Como qualquer fala dela era encoberta pelo urso barulhento....Ele nunca a escutou.
Em uma discussão, ele sabia pegar pesado.
Sabia olhar para ela como você ,leitor, olha para esse texto e dizer:
Eu sei porque você ainda está aqui! Está aqui porque lembra daquele dia em que fizemos a fogueira, tomamos vinho e fizemos amor. Ou quando ficávamos abraçados em algum lugar no mundo, e eu falava no seu ouvido que nunca você ficaria sozinha ou triste. E você lembra até hoje daquele cheiro, daquele gosto jovem em nossas bocas, daquela mão apertada forte em dias de medo, daquela luz que eu fazia em dias de escuro. Daquele cobertor nos dias de frio. Era eu, era tudo eu.
A mulher chorava. Ela ainda queria abraços. Mas só os dele serviriam. Ela dizia para ele voltar a ser aquele homem. Mas ele não a escutava mais. O maldito urso não deixava.
Então ele achava que estavam bem, os dois
O casal.
Ai a mulher pegou a espingarda (Outro acessório que compunha aquela casinha, bem no meio do nada) E não hesitou.
Atirou no urso. Cuidado, ursos são violentos. Mas a mira dela não era a das melhores.
Acertou o marido.
Que se foi, achando que estava certo e que estar certo é muito relativo e blablabla.
A mulher chorou por infinitos dias. E o urso parou de gritar com ela.
Não tinha mais interrupções. Nem tinha mais o que fazer o com o que se preocupar.
Um dia, o urso e ela, ela e o urso, se olharam. E ai ela entendeu tudo.
Constituídas por um casal que, estranhamente, vivia no solitário da vida.
Longe de qualquer possibilidade de civilização. Tinham a casa de madeira com um fogão, uma mesa, um armário, uma cama e umas coisinhas ali e aqui
Feito cenário de Hollywood.
Problema havia com certeza, pois sem ele não haveria estória.
O casal não era perfeito...Mesmo porque perfeição é muito relativa e blablabla.
O homem era bruto, duro, indecente. Não era meigo como sua mulher..Cuja voz era suave como a brisa do fim da tarde. Ela era um verdadeiro anjo...Convivendo com o diabo em pessoa. Mas o problema não era esse
O problema era o urso, referido no título.
Sempre que a mulher ia falar algo...O urso começava a berrar, deixando todos surdos.
Era o cotidiano de discussão, junto da impossibilidade da mulher falar...
"O que há de errado com esse urso maldito?"-Pensava a mulher, inconformada.
"Será que meu marido o treina?"
E os anos se passavam rapidamente. Não havia um momento sequer de paz naquele lugar. Era briga e urro e urso o tempo todo.
O homem , em tais circunstâncias, achava que a mulher nunca tinha o que responder...Então ela provavelmente havia perdido a discussão. Como qualquer fala dela era encoberta pelo urso barulhento....Ele nunca a escutou.
Em uma discussão, ele sabia pegar pesado.
Sabia olhar para ela como você ,leitor, olha para esse texto e dizer:
Eu sei porque você ainda está aqui! Está aqui porque lembra daquele dia em que fizemos a fogueira, tomamos vinho e fizemos amor. Ou quando ficávamos abraçados em algum lugar no mundo, e eu falava no seu ouvido que nunca você ficaria sozinha ou triste. E você lembra até hoje daquele cheiro, daquele gosto jovem em nossas bocas, daquela mão apertada forte em dias de medo, daquela luz que eu fazia em dias de escuro. Daquele cobertor nos dias de frio. Era eu, era tudo eu.
A mulher chorava. Ela ainda queria abraços. Mas só os dele serviriam. Ela dizia para ele voltar a ser aquele homem. Mas ele não a escutava mais. O maldito urso não deixava.
Então ele achava que estavam bem, os dois
O casal.
Ai a mulher pegou a espingarda (Outro acessório que compunha aquela casinha, bem no meio do nada) E não hesitou.
Atirou no urso. Cuidado, ursos são violentos. Mas a mira dela não era a das melhores.
Acertou o marido.
Que se foi, achando que estava certo e que estar certo é muito relativo e blablabla.
A mulher chorou por infinitos dias. E o urso parou de gritar com ela.
Não tinha mais interrupções. Nem tinha mais o que fazer o com o que se preocupar.
Um dia, o urso e ela, ela e o urso, se olharam. E ai ela entendeu tudo.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Anonimato da revolução
Olá gente. Faz tempo que eu não escrevo um texto analítico, mas aqui vai.
Algo que me intriga muito...esse tal de anonymous. Assim gente, para deixar bem claro...Não sou um Hobsbawm ou Walter Benjamin da vida. Não tenho repertório para fazer uma análise histórica profunda e consistente. Só refleti em alguns pontos interessantes.
A geração chamada "pós guerra-fria" ou geração Y, era dita como a geração sem nenhuma causa. Acabou a briga ideológica das duas potências, a União Soviética se desmembrou há 10 anos e o mundo parece que perdeu os motivos para a nova revolução.
Ai, alguém fez em 2007 um tal de "V for Vendetta", com a natalie portman e tals, Hugo weaving, Muita ação e tals, baseado no gibi, cujo autor ( Alan Moore) é " pra lá de anarquista".
E quem diria, agora, em 2011, temos a primavera Árabe, queda de governos autoritários...Campanhas de justiça social e igualdade eclodindo no mundo inteiro ( Occupy Wall street, quem diria) graças a grande máquina da revolução. Graças ao sonho de Karl Marx, de Bakunin e de todos que um dia de inconformaram com o mundo do jeito que ele é: A internet. Em outras palavras, o acesso mundial à QUALQUER INFORMAÇÃO a QUALQUER momento.
Por mais regulamentada que a internet seja, ainda é um parque sem lei, porque é muita informação correndo e se regenerando.
Eu tenho muitas tendências esquerdistas. Não creio que nosso sistema seja justo. Se somos iguais, deveríamos viver igualmente. Mas isso é outra discussão.
O que me preocupa é a reação do mundo mediante aos anonimos. É bem preocupante pois talvez arranjarão um jeito de censurar a internet, de evitar que a informação da revolução se espalhe.
Vendo o mundo e suas mudanças...E finalmente o acesso à informação ilimitado, começo a pensar em outras coisas...
Por exemplo...E ai? Faremos o que? Teremos um governo melhor? Ou será que o anonymous vai tomar o poder? Vai apoiar tal cara que é da "revolução" como eles? Isso me lembra de uma frase de Hobsbawm: "O melhor governante é aquele que menos governante se parece", ou seja, quanto mais natural a coisa for, mais eficaz será seu governo. Então, vem-me na cabeça 1984 de Orwell, que salienta que o futuro é "uma bota pisando na cara do homem...para sempre". E que " O partido superou qualquer outro totalitarismo porque entrou na mente, e não somente na vida política do indivíduo" Porque o indivíduo se torna o Partido, e o Partido se torna induvíduo. É o domínio das idéias.
Hannah Arendt diz nas " Origens do totalitarismo" Que o "Grande Líder olha para seu povo como se olhasse para seu espelho" Vê semelhança nele, se apaixona por ele. Assim funcionou o Fascismo, Nazismo, Comunismo e etc.
Atonio Gramsci diz também que o mundo é governado por tudo menos o governante. O governante é um sortudo que condiz com a vontade de algum grupo em algum momento, que qualquer hora cairá.
Citando essa galera toda..eu quero chegar nesse ponto:
A revolução, seja dos anonymous, seja na África, seja em wall street....É sempre perigosa.
Ao mesmo tempo que é muito necessária.
Mas devemos então fazer o que? Ir contra o anonymous com medo que eles dominem o mundo da forma deles? Não. Devemos revolucionar. Por um mundo melhor, mais justo e mais igual. Mas, dessa vez, não cometer o erro que todos cometeram.
Achar que o Anonymous sabe fazer o certo, ou que alguém sabe. Se nós soubermos das coisas, não podemos ser dominados. Nunca, e por ninguém. Temos que fazer parte disso. Temos que ser isso. Ai o mundo melhora. Quanto entendermos que está tudo em nosso poder. Esqueça o anonymous, esqueça qualquer grupo revolucionário.
Vamos mudar o mundo de forma diferente. Sem brigas capilatismo-comunismo. Vamos para uma briga mais inteligente. Uma briga entre a justiça-injustiça.
Vamos ler, nos informar. Vamos ganhar da prisão que a nossa mente já faz.
Porque a verdadeira revolução não começa nas ruas
Nem nos sites
Nem nos filmes
Nem nas máscaras
A verdadeira revolução....
Começa na sua cabeça
Algo que me intriga muito...esse tal de anonymous. Assim gente, para deixar bem claro...Não sou um Hobsbawm ou Walter Benjamin da vida. Não tenho repertório para fazer uma análise histórica profunda e consistente. Só refleti em alguns pontos interessantes.
A geração chamada "pós guerra-fria" ou geração Y, era dita como a geração sem nenhuma causa. Acabou a briga ideológica das duas potências, a União Soviética se desmembrou há 10 anos e o mundo parece que perdeu os motivos para a nova revolução.
Ai, alguém fez em 2007 um tal de "V for Vendetta", com a natalie portman e tals, Hugo weaving, Muita ação e tals, baseado no gibi, cujo autor ( Alan Moore) é " pra lá de anarquista".
E quem diria, agora, em 2011, temos a primavera Árabe, queda de governos autoritários...Campanhas de justiça social e igualdade eclodindo no mundo inteiro ( Occupy Wall street, quem diria) graças a grande máquina da revolução. Graças ao sonho de Karl Marx, de Bakunin e de todos que um dia de inconformaram com o mundo do jeito que ele é: A internet. Em outras palavras, o acesso mundial à QUALQUER INFORMAÇÃO a QUALQUER momento.
Por mais regulamentada que a internet seja, ainda é um parque sem lei, porque é muita informação correndo e se regenerando.
Eu tenho muitas tendências esquerdistas. Não creio que nosso sistema seja justo. Se somos iguais, deveríamos viver igualmente. Mas isso é outra discussão.
O que me preocupa é a reação do mundo mediante aos anonimos. É bem preocupante pois talvez arranjarão um jeito de censurar a internet, de evitar que a informação da revolução se espalhe.
Vendo o mundo e suas mudanças...E finalmente o acesso à informação ilimitado, começo a pensar em outras coisas...
Por exemplo...E ai? Faremos o que? Teremos um governo melhor? Ou será que o anonymous vai tomar o poder? Vai apoiar tal cara que é da "revolução" como eles? Isso me lembra de uma frase de Hobsbawm: "O melhor governante é aquele que menos governante se parece", ou seja, quanto mais natural a coisa for, mais eficaz será seu governo. Então, vem-me na cabeça 1984 de Orwell, que salienta que o futuro é "uma bota pisando na cara do homem...para sempre". E que " O partido superou qualquer outro totalitarismo porque entrou na mente, e não somente na vida política do indivíduo" Porque o indivíduo se torna o Partido, e o Partido se torna induvíduo. É o domínio das idéias.
Hannah Arendt diz nas " Origens do totalitarismo" Que o "Grande Líder olha para seu povo como se olhasse para seu espelho" Vê semelhança nele, se apaixona por ele. Assim funcionou o Fascismo, Nazismo, Comunismo e etc.
Atonio Gramsci diz também que o mundo é governado por tudo menos o governante. O governante é um sortudo que condiz com a vontade de algum grupo em algum momento, que qualquer hora cairá.
Citando essa galera toda..eu quero chegar nesse ponto:
A revolução, seja dos anonymous, seja na África, seja em wall street....É sempre perigosa.
Ao mesmo tempo que é muito necessária.
Mas devemos então fazer o que? Ir contra o anonymous com medo que eles dominem o mundo da forma deles? Não. Devemos revolucionar. Por um mundo melhor, mais justo e mais igual. Mas, dessa vez, não cometer o erro que todos cometeram.
Achar que o Anonymous sabe fazer o certo, ou que alguém sabe. Se nós soubermos das coisas, não podemos ser dominados. Nunca, e por ninguém. Temos que fazer parte disso. Temos que ser isso. Ai o mundo melhora. Quanto entendermos que está tudo em nosso poder. Esqueça o anonymous, esqueça qualquer grupo revolucionário.
Vamos mudar o mundo de forma diferente. Sem brigas capilatismo-comunismo. Vamos para uma briga mais inteligente. Uma briga entre a justiça-injustiça.
Vamos ler, nos informar. Vamos ganhar da prisão que a nossa mente já faz.
Porque a verdadeira revolução não começa nas ruas
Nem nos sites
Nem nos filmes
Nem nas máscaras
A verdadeira revolução....
Começa na sua cabeça
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
A mesma de ontem
...do menino velho e doente, da menina nova e cheia de criatividade e esperanças para ver além do visível.
Não é amor, é coisa nenhuma.
Não é de verdade. Não é frutífero.
O movimento cálido da árvore no dia chuvoso não cessa,seja por conveniência ou só sem motivo
Então, do que adianta esperar na bola de cristal,ele diz, não é tão bonito assim
O futuro
Então, diz ela, não importa o que é, ou o que vai ser, ou o que seria
Não importa se não daria um bom filme de boymeetsgril
É puro. É bom
É real.
Então está certo. Só
Não é amor, é coisa nenhuma.
Não é de verdade. Não é frutífero.
O movimento cálido da árvore no dia chuvoso não cessa,seja por conveniência ou só sem motivo
Então, do que adianta esperar na bola de cristal,ele diz, não é tão bonito assim
O futuro
Então, diz ela, não importa o que é, ou o que vai ser, ou o que seria
Não importa se não daria um bom filme de boymeetsgril
É puro. É bom
É real.
Então está certo. Só
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Verdade
É para ser bonito
Todos nós alguma hora na na vida nos tornamos românticos. Todos nós já mentalizamos aquele lugar, com aquela pessoa, daquele jeito, com aquela perfeição....E então "Tcharam!" o beijo acontece, as luzes se apagam e lá se foi mais uma cena do filme que nunca ficará em cartaz.
Definitivamente, por mais que o pessimismo tome conta de nós, por mais que as razões biológicas, sociais e psicológicas possam explicar o "amor" e a "atração" com obviedade, o que provavelmente é mesmo, nós pegamos esse quadro e jogamos com nosso coração milhões de cores. Não deixa de ser um quadro, um pedaço de madeira, uma tela, uma cor, uma tinta, algo plenamente explicável. Mas, juntos, se tornam arte, se tornam sentimento. E assim que vivemos.
Então...havia um garoto.
Que estava apaixonado, com toda a descrição dos dois primeiros parágrafos...
Pela mentira
E a mentira é aquela coisa né...
É bonita, é super flexível, é a favor de quem a tem, modifica-se para agradar seu "dono"
E o garoto era feliz. Mas era mesmo. A mentira lhe garantia isso. Ele a amava, mesmo ela tendo pernas curtas.
E do outro lado do mundo, havia uma garota, não bonita, não feia, só uma pessoa real mesmo.
E o mundo globalizado os uniu. Ai o garoto a amou. Ela também. Mas um dia, lhe contou. Contou a mentira. A menina ficou louca e gritou com o garoto.
Mas a mentira, fazer o que, era a grande e insubstituível paixão da vida do garoto. Ai claro
Prenderam-no
Era proibido amar a mentira. O garoto na prisão ficou ainda mais feliz.
A garota foi visitá-lo.
Ele conversas estranhas dentro de um clima estranho...a menina dizia : "Só mentiras, só mentiras. Você deve ser um garoto de mentira. Não é possível"
Gritos...Quantos eram
Mas eu deixei claro no começo do texto que todos são romãnticos na vida. E tudo é sem graça. Inclusive as cores. Nós damos significado a tudo.
A menina deu significado para o garoto. Chorou, mordeu a lingua. Virou-se e foi embora aos prantos ensurdecedores. Ai o garoto começou a pensar.
Mas o garoto...Ah garoto...
Esse não sobrou para contar a história (Por isso que eu estou contando).
A gente aguenta muita coisa nessa vida. Muita mesmo. Mas não dá para exigir que alguém simplesmente continue a viver...Alguém que era apaixonado pela mentira.
Nenhum problema..até o garoto ver a garota indo embora daquele jeito...vendo-a pela última vez...Ele pensou:
"Eu a amava. Isso, mas isso sim era verdade"
Todos nós alguma hora na na vida nos tornamos românticos. Todos nós já mentalizamos aquele lugar, com aquela pessoa, daquele jeito, com aquela perfeição....E então "Tcharam!" o beijo acontece, as luzes se apagam e lá se foi mais uma cena do filme que nunca ficará em cartaz.
Definitivamente, por mais que o pessimismo tome conta de nós, por mais que as razões biológicas, sociais e psicológicas possam explicar o "amor" e a "atração" com obviedade, o que provavelmente é mesmo, nós pegamos esse quadro e jogamos com nosso coração milhões de cores. Não deixa de ser um quadro, um pedaço de madeira, uma tela, uma cor, uma tinta, algo plenamente explicável. Mas, juntos, se tornam arte, se tornam sentimento. E assim que vivemos.
Então...havia um garoto.
Que estava apaixonado, com toda a descrição dos dois primeiros parágrafos...
Pela mentira
E a mentira é aquela coisa né...
É bonita, é super flexível, é a favor de quem a tem, modifica-se para agradar seu "dono"
E o garoto era feliz. Mas era mesmo. A mentira lhe garantia isso. Ele a amava, mesmo ela tendo pernas curtas.
E do outro lado do mundo, havia uma garota, não bonita, não feia, só uma pessoa real mesmo.
E o mundo globalizado os uniu. Ai o garoto a amou. Ela também. Mas um dia, lhe contou. Contou a mentira. A menina ficou louca e gritou com o garoto.
Mas a mentira, fazer o que, era a grande e insubstituível paixão da vida do garoto. Ai claro
Prenderam-no
Era proibido amar a mentira. O garoto na prisão ficou ainda mais feliz.
A garota foi visitá-lo.
Ele conversas estranhas dentro de um clima estranho...a menina dizia : "Só mentiras, só mentiras. Você deve ser um garoto de mentira. Não é possível"
Gritos...Quantos eram
Mas eu deixei claro no começo do texto que todos são romãnticos na vida. E tudo é sem graça. Inclusive as cores. Nós damos significado a tudo.
A menina deu significado para o garoto. Chorou, mordeu a lingua. Virou-se e foi embora aos prantos ensurdecedores. Ai o garoto começou a pensar.
Mas o garoto...Ah garoto...
Esse não sobrou para contar a história (Por isso que eu estou contando).
A gente aguenta muita coisa nessa vida. Muita mesmo. Mas não dá para exigir que alguém simplesmente continue a viver...Alguém que era apaixonado pela mentira.
Nenhum problema..até o garoto ver a garota indo embora daquele jeito...vendo-a pela última vez...Ele pensou:
"Eu a amava. Isso, mas isso sim era verdade"
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Vale a pena
Mas que absurdo! Como pode ele me querer d volta? Como pode ele se atrever a me dizer coisas desse tipo? Quem é ele para falar d amor? De compaixão? Quem é ele para falar de alguma coisa?
Isso é digno de piadinha de internet. Quando a gente se separa, ele fica todo meloso, todo bonito, todo"vou lutar por você"....Fica o herói dos livros de romance. Mas juntos, o inferno que se jubile em não ser como nós dois! A desgraça que louve não estar entre nós! O ódio se surpreende! A desavença se sente impotenta ao nos ver.
Não damos certo juntos! Óbvio, redundante, recíproco, retrógado. Não, não funciona. Claro que para ficarmos esse tempo todo juntos, rindo, aguentando as desavenças, tínhamos que gostar um do outro. Isso era real. O resto era farsa.
Agora vou para longe, para todos os outros lugares. Conhecer novas pessoas, novos namorados, novos amores, novos sonhos e novos desejos. Ele que fique. Ele que aprodreça na solidão e no remorso.
Não preciso mais disso.
Ah, mas se ele soubesse, se só soubesse que seu abraço bastava em meu dia, que sua voz firmava minha plenitude...Se só ele soubesse meu Deus!
Mas ele preferiu a escuridão. Preferiu a vida. A mim ficaram apenas as desculpas.
Eu mereço mais. Eu mereço o que ninguém jamais mereceu.
Ah mas se ele soubesse o quanto meu coração ainda grita "Dê uma nova chance, deixe ele voltar, deixe ele ligar, não seja bruta" Mas eu, na pura consciencia de meus atos digo altamente "Não vale a pena"
Ai Pessoa me diz..."Vale a pena sim, se a alma não é pequena"
Não me importo com poesia portuguesa. Pois eu mereço muito mais
Eu choro, eu grito, eu durmo. Mas acordo sabendo que isso vai acabar.
E finalmente acaba.
E confesso-lhes duramente uma coisa....Não o terei jamais. Aquele bastardo que morra!
Mas lá no fundo, nas memórias secretas, eu vejo nós dois. Sentados em um banco de madeira. Bebendo e rindo da vida...como se nada importasse.
E sempre estaremos lá....
Sozinhos...
Mas enfim, é só um sonho. Nem tudo vale a pena
E nem toda alma é pequena.
Isso é digno de piadinha de internet. Quando a gente se separa, ele fica todo meloso, todo bonito, todo"vou lutar por você"....Fica o herói dos livros de romance. Mas juntos, o inferno que se jubile em não ser como nós dois! A desgraça que louve não estar entre nós! O ódio se surpreende! A desavença se sente impotenta ao nos ver.
Não damos certo juntos! Óbvio, redundante, recíproco, retrógado. Não, não funciona. Claro que para ficarmos esse tempo todo juntos, rindo, aguentando as desavenças, tínhamos que gostar um do outro. Isso era real. O resto era farsa.
Agora vou para longe, para todos os outros lugares. Conhecer novas pessoas, novos namorados, novos amores, novos sonhos e novos desejos. Ele que fique. Ele que aprodreça na solidão e no remorso.
Não preciso mais disso.
Ah, mas se ele soubesse, se só soubesse que seu abraço bastava em meu dia, que sua voz firmava minha plenitude...Se só ele soubesse meu Deus!
Mas ele preferiu a escuridão. Preferiu a vida. A mim ficaram apenas as desculpas.
Eu mereço mais. Eu mereço o que ninguém jamais mereceu.
Ah mas se ele soubesse o quanto meu coração ainda grita "Dê uma nova chance, deixe ele voltar, deixe ele ligar, não seja bruta" Mas eu, na pura consciencia de meus atos digo altamente "Não vale a pena"
Ai Pessoa me diz..."Vale a pena sim, se a alma não é pequena"
Não me importo com poesia portuguesa. Pois eu mereço muito mais
Eu choro, eu grito, eu durmo. Mas acordo sabendo que isso vai acabar.
E finalmente acaba.
E confesso-lhes duramente uma coisa....Não o terei jamais. Aquele bastardo que morra!
Mas lá no fundo, nas memórias secretas, eu vejo nós dois. Sentados em um banco de madeira. Bebendo e rindo da vida...como se nada importasse.
E sempre estaremos lá....
Sozinhos...
Mas enfim, é só um sonho. Nem tudo vale a pena
E nem toda alma é pequena.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Estória em 2 p
Alguém nasceu. Alguém tinha um pai e uma mãe. Pai e mãe foram alguém há algum tempo. Alguém cresceu. Pai e mãe de alguém não se contentaram apenas em fazer alguém viver. Alguém foi doutrinado. Algúem adquiriu opinião. Alguém cresceu. Alguém brigou com os pais. Alguém não concordava mais. Alguém achou que era importante. Alguém achou que nqada era certo. Alguém revolucionou.
Alguém se frustrou. Alguém perdeu a linha. Alguém foi motivo de piada. Alguém cuspiu no espelho. Alguém não foi levado a sério.
Pais de alguém disseram que ele não era o filho. O que faz com que cortemos fora o primeiro parágrafo da história. Alguém não era importante mesmo. Então não há porque dizer sobre as lamentações dele. Eliminemos então, os dois primeiros parágrafos. Continuando:
Alguém olhou pro mundo, chorou e .....
Alguém se foi.
Fim da estória. Mas estórias são mentira. Mentiras são ilusórias. O que faz com que descartemos a estória inteira.
Além de ser mentirosa e falaciosa, é só sobre alguém...Que como todos os outros alguéns...
Acham que são todo mundo. Mas não são ninguém.
Alguém se frustrou. Alguém perdeu a linha. Alguém foi motivo de piada. Alguém cuspiu no espelho. Alguém não foi levado a sério.
Pais de alguém disseram que ele não era o filho. O que faz com que cortemos fora o primeiro parágrafo da história. Alguém não era importante mesmo. Então não há porque dizer sobre as lamentações dele. Eliminemos então, os dois primeiros parágrafos. Continuando:
Alguém olhou pro mundo, chorou e .....
Alguém se foi.
Fim da estória. Mas estórias são mentira. Mentiras são ilusórias. O que faz com que descartemos a estória inteira.
Além de ser mentirosa e falaciosa, é só sobre alguém...Que como todos os outros alguéns...
Acham que são todo mundo. Mas não são ninguém.
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