domingo, 20 de fevereiro de 2011

Obrigado Hobsbawm

Meu velho amigo, aqele robsbawm, me disse certo dia
Que a história do século XX se confunde com a história da união soviética.
Devido à sua importância nesse século. Instalaçao do socialismo, guerra fria, enfim...
Percebi, nessa tragicomédia ironica chamada vida
Que a história de meus anos se confundem com a história de pessoas
Delas, para ser mais exato.
Minha relação com elas, elas, elas são a minha história.

2008 Minha história se confundiu com a de uma garota muito precoce
2009 Minha história se confundiu com a garota mais confusa desse mundo(Que hoje é, ironicamente, casada)
2010 Minha história se confundiu com a da garota mais polemica que já vi(Diga-se de passagem, muito amorosa)
E 2011, creiam ou não, minha história, mesmo no começo, está se confundindo e tende a quase se tornar irreconhecível
Com a história
Da garota
Como a descrevo?
Ah, já sei..
Não não sei...
Simplesmente porque meus pensamentos se confundem com ela
E resultam em uma imagem e um sentimento
Dos quais nunca ninguém soube dizer o que era

Devaneios sobre o mal

Então é isso?
Tanto tempo de devaneios..Mas de um tempo psicológico muito duvidoso
Tanto tempo de olhar rente ao horizonte
Mas do que adianta me esforçar pra alcançar o horizonte?

Porque a maldição do mundo preto-e-branco não simplesmente se desfaz?

Talvez cheguei até o horizonte.
Toquei-o
Senti-o..ouvi seus problemas, suas dúvidas,suas certezas, seus medos e seus fantasmas
E envolta da aurora, anjos e demônios tocavam a grande sinfonia da vida
E faziam das notas seus enfeites ao meu encontro..
E dançei, e ouvi.
Mas a orquestra acaba e os músicos vão, naturalmente , pra casa
Dormir e sonhar
Mas ainda canto a melodia.
Perdi meu sabor.
Perdi minhas ilusões
Só tenho esse gosto amargo do alcool
Essa lembrança amarga, que outrora era doce
Mas quem se importa?
Acabou?
Talvez nunca alcancei o horizonte.
Talvez meu coração seja um desses navegadores do século XVI
Onde achavam que a Terra era quadrada
E queriam ver o desfiladeiro
E chegar ao horizonte.
Mas toda a vez que tentam alcançar o horizonte.
Acabam no mesmo lugar
Pois é redondo
E toda tristeza ainda te espera

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

De novo

Parece que não
Parece que vai ser diferente
Parece que dessa vez tudo valeu a pena

Mas não...
O que dói
É que é a mesma mentira novamente
Te cercando e rindo de você
Mas rindo alto
Muito alto mesmo

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A menina e o Céu.

E foi assim.

Nada nem ninguém poderia mudar.
Com confianças destruídas, ela finalmente abriu os olhos.
Ela vê que ao lado dela estão três objetos.
Usados, velhos e quebrados.
E naquela noite, que foi mais clara do que todas as outras noites,
ela chorou.

Chorou porque descobriu que a luz que guiava o caminho era falsa.
Não se passava de uma pessoa brincando com uma lanterna.

Chorou porque sentiu uma solidão só sentida antes em tempos passados.

Chorou porque não queria que fosse verdade.

Quando terminou de chorar, calou se e foi dormir.


Então no dia seguinte menina foi obrigada a voltar para um mundo de mentiras.

Ao vê la ir sozinha para encarar tais coisas.
O céu chorou, chorou muito. Porque assim, ela demoraria um pouco mais no trajeto.

Teria um pouco mais de Paz.

domingo, 23 de janeiro de 2011

23-01-11 dia pra se esquecer

Hoje foi um dia pra se esquecer. Um dia que não teve significado
Um dia de comer, ver TV, pensar mais uma vez em questões existencias
E dormir de novo
Acho interessante essa vida na qual vivemos 90% dos dias sem significado
Mas viver sem significado começou a fazer sentido.
Porque não me sinto culpado por viver
Só passa na minha cabeça coisas como: como será se eu for até a padaria comer um sanduíche?
Ou, como seria s ELA me aceitasse mesmo eu nao sendo o homem dos sonhos dela?
Mesmo não sendo um colírio dos olhos dela
Mesmo não sendo um vocalista sexy?
Como seria se ela pensasse "putz, tou nessa vida de merda, sem sentido, foda-se, vamos ver se ele me faz feliz'
Vamos ver, dar uma chance
Uma única chance
Um momento eu-e-ela que ELA nunca esqueceria
NUNCA
minh garantia eterna
Não a deixaria esquecer
Sei quanto significo pra ela
Mas se a vida dela é tão certa assim
Deixe-ser
Continuo sonhando
E se passa mais um domingo
que eu podia jogar no lixo
Mas nunca perderá o significado
Todo o dia pensando nela é bom
Inevitavelmente bom

Inevitavelmente

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O Impacto

E ele sentiu a vida pesar.
Sentiu que o chão onde pisava antes, era falso.
Sentiu que a o caminho que tomara, não levava a um lugar melhor.
Tinha muito, porém ... sofria por ter perdido algo que nunca lhe pertenceu.
Andava de um lado a outro da casa.
Ligava para amigos procurando respostas.
Falava que estava sempre bem.
Tentava nunca estar só, porque quando estava só, ele refletia sobre sua vida patética.
Afogava suas magoas com nada e isso era perturbador.
E todas as vozes internas gritando "Idiota!"
Ele se calava, colova a mascara e ia embora.
Melhor ninguem ver quem ele realmente é, porque o pobre coitado é digno de pena.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Fim de Noite? Começo de Dia?

Leopold fala:
- Estou cansado, Por que?? Porque??? Sempre, sempre, nunca, nunca. Que droga cansei!!

Não posso fazer nada, foi o que aconteceu, eu apenas conto a história.

Leopold fala:
- Mude ela então, mude e história. Dobre à minha vontade. Faça dar certo.

Não são assim que as coisas funcionam, Molly fez a escolha dela, você só pode lidar com esse fato. Stephen foi um bom amigo ao te contar.

Leopold fala:
- É eu sei disso, mas não concordo, não aceito, sinto raiva. Porque eu?? Seria até mais facíl se eu ainda fosse um tolo. Se ainda não soubesse de nada.

A verdade quando ilumina é dura, porém justa.

Leopold fala:
- Cale se!!! ... Estou cansado. As coisas são injustas em prol dos meus inimigos e são justas em detrimento dos meus sentimentos. Não poderia a vida ser apenas um pouco mais justa com esses porcos condenando os a sofrer. Não poderia a vida ser injusta fazendo eu ser o vitorioso.


Não...

Leopold fala:
- Por que?!?!

Bem... isso eu não posso dizer. A história ainda não acabou...


















Leopold fala:
- Vê Stephen, o Narrador se calou.

Stephen fala:
- Por que isso aconteceu? O que faria a voz que dita nossas vidas ser silenciada.

Leopold fala:
- Parei de acreditar nele.

Stephen fala:
- Como assim?? Impossível você negar aquilo que sempre te controlou.

Leopold fala:
- Parei de acreditar que ele possa fazer algo bom por mim. Parei de acreditar que um dia ele vá narrar algo de bom acontecendo comigo. Parei de acreditar que Molly poderia me amar.

Stephen fala:
- Parabéns então. Você vê as coisas mais claramente agora? Vê que não há nada além de palavras no papel.

Leopold fala:
- Isso eu já via meu caro. O que me dói mais foi aquilo que parei de ver.

Stephen fala:
- Isso seria?

Leopold fala:
- Seria felicidade no meu rosto. Parei de ver Molly, minimamente feliz ao meu lado. Parei de ver dias sem nuvens nessa cidade cinza.

Stephen fala:
- Pare de falar dela seu tolo. Siga sua vida, mesmo que isso faça você sentir uma dor muito forte. Você já resistiu antes, acho que resiste agora. Agora termine seu chouriço-mouro e vamos embora.

Leopold fala:
- Stephen... acho que... você passou mais tempo do que devia falando com o Narrador.

Stephen fala:
- Você é mesmo um tolo. Vamos está ficando cedo, tarde, cedo. Ahhh dane se. Fim de Noite? Começo de Dia?
O tempo é o nosso real Narrador Leopold.
E ele é desprezível.